/Acidente na Etiópia é o 2º do Boeing 737 MAX desde que o modelo entrou em operação comercial, em 2017

Acidente na Etiópia é o 2º do Boeing 737 MAX desde que o modelo entrou em operação comercial, em 2017

O Boeing 737 MAX é a versão mais recente do avião comercial mais vendido no mundo. Trata-se da quarta geração do 737 – é destinada a voos curtos e de médio alcance. O primeiro voo é de 2016, e a aeronave começou a ser entregue há dois anos.

No final de janeiro de 2017, 350 unidades do novo bimotor de corredor único foram entregues a seus compradores, do total de 5.011 pedidos registrados pela Boeing, informa o site da empresa.

Em 2019, a Boeing pretende aumentar o ritmo de produção de 737 para passar de 52 para 57 unidades por mês.

Após o acidente o primeiro 737 MAX 8 da Lion Air, na Indonésia, a comunidade aeronáutica se interrogou sobre a falta de informação das companhias e dos pilotos sobre seu novo sistema de aviso de entrada em perda de sustentação, informa a agência AFP.

Também houve questionamentos sobre uma possível falha das sondas que captam a velocidade, assim como sobre a duração da formação de pilotos para se habituar ao novo sistema, considerada curta.

O programa 737 MAX tem quatro variações, em função do número de assentos disponíveis:

  • MAX 7 (172 assentos)
  • MAX 8 (210 assentos)
  • MAX 200 (220 assentos)
  • MAX 9 (230 assentos)

O valor de cada unidade varia entre US$ 99,7 milhões e US$ 129 milhões. Seu alcance é de 6.610 a 7.130 quilômetros, segundo a Boeing.

Tanto no acidente da Ethiopian Airlines como no da Lion Air o modelo é o 737 MAX 8. Contando todas as gerações do Boeing 737, que voou pela primeira vez em 1967, foram vendidas 10 mil unidades, número recorde para um aparelho destinado a voos comerciais.




Acidente com avião na Etiópia deixa 157 mortos

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A investigação do acidente na Indonésia




Queda de avião na Indonésia pode ter sido causada por falha nos censores

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Os pilotos do avião da Lion Air que caiu na Indonésia lutaram para impedir a tragédia, segundo o relatório preliminar da investigação divulgado em novembro do ano passado, no mês seguinte ao acidente. Para o Comitê de Segurança nos Transportes da Indonésia (KNKT), a aeronave não deveria ter decolado.

Um sistema automático que recebeu leituras incorretas de sensores aparentemente forçou o nariz do Boeing 737 Max 8 para baixo por diversas vezes contra vontade dos pilotos. O capitão usava os controles para elevar o nariz do avião, mas um sistema antipane automático o empurrou para baixo mais de duas dezenas de vezes.

Os pilotos tentaram controlar a situação, até que a aeronave caiu no mar de Java, apenas 13 minutos depois de decolar de Jacarta.

Embora os investigadores tenham citado no relatório fatores como sensores defeituosos e falha em um sistema automático de segurança, eles disseram que ainda tentam entender por que a aeronave caiu.

Os pilotos simplesmente podem ter ficado sobrecarregados durante o voo, disse Ony Suryo Wibowo, um dos investigadores do acidente. “O problema é: se múltiplos defeitos ocorrem todos de uma vez, qual deve ser priorizado?”, questionou ele.

O Comitê de Segurança nos Transportes da Indonésia (KNKT) afirma que a aeronave deveria ter permanecido em terra porque já tinha apresentado um problema técnico em um voo anterior, quando ia de Denpasar, em Bali, a Jacarta. Na ocasião, os pilotos usaram comandos para desligar o sistema e recorreram a controles manuais para voar e estabilizar a aeronave.

Durante o voo de Denpasar a Jacarta, anterior à viagem fatal, a aeronave sofreu um problema técnico, mas o piloto decidiu continuar o voo. “Na nossa opinião, o avião não estava em condições de voar e não ter continuado”, declarou Nurcahyo Utomo, diretor do comitê.

A Boeing disse que procedimentos para evitar que o sistema antipane fosse ativado por acidente já estavam funcionando. Também afirmou que os pilotos da penúltima viagem usaram a manobra. No entanto, o relatório não informa se os pilotos do voo fatal o fizeram.

Os investigadores chegaram a essa conclusão após análise da caixa-preta, que registra os dados do voo. O relatório final deve ser apresentado neste ano 2019.

Neste relatório preliminar, a agência indonésia destacou que a companhia aérea de baixo custo deveria adotar medidas “para melhorar sua cultura de segurança” e garantir que todos os todos os documentos operacionais, que detalham os reparos nos aviões, “estejam preenchidos e documentados de modo adequado”.




Engenheiro aeronáutico comenta acidente aéreo na Etiópia

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Pessoas caminham sobre o local de acidente aéreo na Etiópia — Foto: Tiksa Negeri/ReutersPessoas caminham sobre o local de acidente aéreo na Etiópia — Foto: Tiksa Negeri/Reuters

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Local onde caiu avião na Etiópia ; acidente deixou 157 mortos, segundo a Ethiopian Airlines — Foto: Tiksa Negeri/ReutersLocal onde caiu avião na Etiópia ; acidente deixou 157 mortos, segundo a Ethiopian Airlines — Foto: Tiksa Negeri/Reuters

Local onde caiu avião na Etiópia ; acidente deixou 157 mortos, segundo a Ethiopian Airlines — Foto: Tiksa Negeri/Reuters

Queda de avião na Etiópia — Foto: Juliane Monteiro/G1Queda de avião na Etiópia — Foto: Juliane Monteiro/G1

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QUEDA DE AVIÃO NA ETIÓPIA