/Ciclone Idai deixa mais de 130 mortos em Moçambique e Zimbábue, diz Cruz Vermelha

Ciclone Idai deixa mais de 130 mortos em Moçambique e Zimbábue, diz Cruz Vermelha

A passagem do ciclone Idai deixou 138 mortos em Moçambique e no Zimbábue, anunciou nesta segunda-feira (18) a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV).

Beira, a segunda maior cidade moçambicana, e seu arredores ficaram 90% danificados ou destruídos. “O alcance dos danos provocados pelo ciclone Idai é enorme e aterrorizante”, afirma a FICV em um comunicado. A cidade tem 530 mil habitantes.

O ciclone atingiu o centro de Moçambique na noite de quinta-feira (14) e avançou rumo ao Zimbábue e o Malawi, destruindo tudo em sua passagem: estradas, escolas, casas, lojas, hospitais e até mesmo uma represa.

O balanço mais recente indica que 68 pessoas morreram em Moçambique – 55 delas na cidade portuária de Beira–, e outras 70 no Zimbábue.

Esse balanço pode aumentar em consequência das fortes chuvas previstas par a região e à medida que as equipes de emergência avançam por todas as localidades, segundo a Cruz Vermelha.

” A situação é terrível. Os meios de comunicação estão totalmente cortados e as estradas estão destruídas. Muitas localidades são inacessíveis”, afirmou Jamie LeSueur, da FICV, citado no comunicado.

“Nos contaram que situação pode ser pior fora da cidade. No domingo, uma represa cedeu e cortou a última estrada ainda acessível para seguir até a cidade”, explicou LeSueur.

Passagem do ciclone Idai derrubou árvores em Chipinge, no Zimbabue, no domingo (17)  — Foto: Tony Saywood/ Reuters Passagem do ciclone Idai derrubou árvores em Chipinge, no Zimbabue, no domingo (17)  — Foto: Tony Saywood/ Reuters

Passagem do ciclone Idai derrubou árvores em Chipinge, no Zimbabue, no domingo (17) — Foto: Tony Saywood/ Reuters

No sábado (16), o porta-voz do governo do Zimbábue, Nick Mangwana, disse que 25 pessoas tinham morrido no país até então por causa das enchentes.

As mortes foram registradas principalmente em Chimanimani, uma região montanhosa perto da fronteira com a Mozambique. Não havia registro de turistas entre as vítimas.

A televisão estatal do Zimbábue, ZBC, informou que 150 pessoas estavam desaparecidas.