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Mais três alunos vítimas de ataque na Escola Raul Brasil, de Suzano, recebem alta

Entre os feridos que tiveram alta estão Samuel Silva Félix e José Vitor Ramos, que estavam internados no Hospital Santa Maria, em Suzano, e foram liberados. Samuel foi o primeiro a deixar o hospital. José Vitor saiu logo em seguida, por volta das 9h. Ele foi ferido por um machado no ombro e deu entrevista ao deixar o hospital (veja no vídeo acima). O jovem disse que sonha em ser jogador de basquete.

Em São Paulo, uma adolescente ferida deixou a UTI do Hospital das Clínicas e segue na enfermaria da unidade. Quadro de saúde dela é estável.

José Vitor Ramos Lemos - Aluno que levou golpe de machado sobrevive a ataque em escola de Suzano. — Foto: Reprodução/TV GLoboJosé Vitor Ramos Lemos - Aluno que levou golpe de machado sobrevive a ataque em escola de Suzano. — Foto: Reprodução/TV GLobo

José Vitor Ramos Lemos – Aluno que levou golpe de machado sobrevive a ataque em escola de Suzano. — Foto: Reprodução/TV GLobo

Veja o quadro de saúde dos feridos

  • Adna Isabella Bezerra de Paula, 16 anos, transferida do PSM Suzano para o HC/FMUSP – saiu da UTI, estável, segue internada na enfermaria.
  • Anderson Carrilho de Brito, 15 anos, transferido do PSM Suzano para o HC/FMUSP – estável, na UTI.
  • Jenifer da Silva Cavalcante, 15 anos – HC Luzia de Pinho Melo, saiu da UTI, estável, segue internada.
  • Leonardo Martinez Santos, 16 anos – socorrido ao HC Luzia de Pinho Melo – estável; passou por cirurgia, sem intercorrências e segue internado.

Sobrevivente lutou contra assassino




Aluna de Suzano conta como lutou com assassino em escola estadual

Aluna de Suzano conta como lutou com assassino em escola estadual

Uma das sobreviventes, Rhyllary Barbosa dos Santos, de 15 anos, que é lutadora de jiu-jítsu, contou que lutou contra um dos assassinos.

Ela ainda conseguiu abrir a porta de entrada e da escola para que outros estudantes pudessem escapar. Mas Rhyllary recusa o título: “Sou apenas uma sobrevivente”. (Veja a entrevista acima)

Arma falha e adolescente sobrevive

Gabriel Martins Margarida, 16 anos, sobrevivente do massacre na escola em Suzano — Foto: Arquivo pessoalGabriel Martins Margarida, 16 anos, sobrevivente do massacre na escola em Suzano — Foto: Arquivo pessoal

Gabriel Martins Margarida, 16 anos, sobrevivente do massacre na escola em Suzano — Foto: Arquivo pessoal

Gabriel Martins Margarida, 16 anos, disse que sobreviveu porque a arma de um dos assassinos falhou. No momento do ataque, Gabriel conta que estava com dois amigos: um deles segue internado e o outro morreu.

De acordo com o adolescente, o assassino chegou perto dele e dos colegas e começou a atirar, acertando três tiros no amigo. “Ele estava a mais ou menos um metro de distância de mim”, diz. Neste momento, diz Gabriel, as balas do revólver acabaram.

“Foi aí que o assassino virou de costas para recarregar a arma e virou para nós novamente. Ele mirou em mim, quando foi pra atirar, a arma falhou”. O estudante conta que naquela hora imaginou que fosse morrer. “Foi um momento de desespero sem reação do que fazer.”

Um adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil na manhã de quarta-feira (13) e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio.

Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região, tio de um dos assassinos.

Após os ataques, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou.

Os assassinos, de 17 e 25 anos, eram ex-alunos do colégio. A polícia diz que os dois tinham um “pacto” segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam. Ainda não se sabe a motivação do massacre.

As aulas foram suspensas. As atividades na escola ser retomadas na segunda-feira (18).




Coragem de professores de Suzano impediu que a tragédia fosse maior

Coragem de professores de Suzano impediu que a tragédia fosse maior

Ataque em escola de Suzano — Foto: Juliane Monteiro/G1Ataque em escola de Suzano — Foto: Juliane Monteiro/G1

Ataque em escola de Suzano — Foto: Juliane Monteiro/G1

ATAQUE EM ESCOLA DE SUZANO