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PSOL pede que PGR investigue vídeo sobre Golpe Militar

247 – O PSOL protocolou nesta terça-feira, 2, representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo que seja investigada a origem, a fonte dos recursos e a promoção do vídeo que defende o golpe militar de 1964, que foi distribuído pelo WhatsApp pelo Palácio do Planalto.

Segundo o documento, a divulgação do vídeo constitui ato de improbidade administrativa, por atentar contra “princípios da administração pública, da moralidade, da legalidade e da lealdade às instituições”.

“O ato do presidente da República e dos ministros é extremamente grave e atenta contra a Constituição, o ordenamento vigente e diversos tratados internacionais que o país voluntariamente se comprometeu a cumprir”, diz o texto do PSOL.

O documento pede ainda que a PGR apure as responsabilidades, “por ação e omissão”, do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo) na produção e divulgação do material.

“Nós da bancada do PSOL acabamos de pedir que a Procuradoria Geral da República investigue quem pagou pela produção do vídeo que o Bolsonaro divulgou pra comemorar o golpe de 64. Usar dinheiro público num filme que exalta a ditadura e suas atrocidades é criminoso”, disse pelo Twitter o deputado Marcelo Freixo, ao comentar a ação. 

O empresário Osmar Stabile se apresentou nesta terça-feira, 2, como o responsável pela produção e gravação do vídeo. Ele disse que não teve pretensão de “mexer com brio, dores e sentimentos daqueles que se dizem perseguidos pelas Forças do Estado”, mas diz acreditar que os “esforços das Forças Armadas que evitaram males políticos maiores para a nação” (leia mais).

O PT e suas bancadas na Câmara e no Senado anunciaram uma série de medidas contra a a divulgação do vídeo. Entre elas está pedido de sindicância junto à CGU, à PGR, e à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, além de representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Eduardo Bolsonaro, que compartilhou o material alusivo ao Golpe Militar (leia mais). 

 

 

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