/Brilho e timidez dão vida a um Coutinho, enfim, protagonista na seleção brasileira de Tite

Brilho e timidez dão vida a um Coutinho, enfim, protagonista na seleção brasileira de Tite

O gol marcado contra o Manchester United e o ato contínuo de Philippe Coutinho, com os dedos para tapar os ouvidos, surpreenderam muita gente. De personalidade introvertida, o jogador sempre passou longe de polêmicas desde os primeiros passos na carreira, no Vasco, aos 17 anos.




Artilheiro da noite, Philippe Coutinho enaltece postura de Tite no vestiário da Seleção diante da Bolívia

Artilheiro da noite, Philippe Coutinho enaltece postura de Tite no vestiário da Seleção diante da Bolívia

Assim como na Rússia, fez os dois primeiros gols da Seleção – seu 15º e 16º com a camisa amarela – em competição de forte pressão. De pênalti e de cabeça contra a Bolívia, na estreia da Copa América, ele voltou às manchetes no momento em que jogador e time precisam tanto um do outro.

A expectativa era – e ainda é – grande pelas atuações de Coutinho sem Neymar ao lado. Os dois se enfrentaram e jogaram juntos desde a base, como destaques de suas equipes, mas têm trajetórias e personalidades bem diferentes. Somente contra a Bolívia, nove anos depois de sua estreia pela Seleção, Coutinho completou 50 jogos – marca que Neymar atingiu na estreia da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Coutinho tapa os ouvidos em Barcelona x Manchester United — Foto: EFE/ Enric FontcubertaCoutinho tapa os ouvidos em Barcelona x Manchester United — Foto: EFE/ Enric Fontcuberta

Coutinho tapa os ouvidos em Barcelona x Manchester United — Foto: EFE/ Enric Fontcuberta

No Barcelona, com Messi, Coutinho ainda oscila e vem de temporada irregular, com pouco brilho. Atuou pela esquerda do ataque. Na seleção brasileira, sem Neymar, fica atrás dos atacantes e combate quem duvida de sua condição física para jogar com a bola e contribuir sem ela. Contra a Bolívia, foi quem mais fez desarmes na Seleção – seis tentativas, quatro completas, de acordo com levantamento do Sofascore.

A cena que a CBF TV mostra – de afago do preparador físico Fabio Mahseradjian na cabeça de Coutinho momentos antes de subir a campo – expõe a atenção redobrada que ele recebeu na Seleção. O abatimento não podia nem pensar em chegar no camisa 11. Ao lado do inseparável amigo Allan, companheiro de outros tempos no Vasco, Coutinho parece leve e concentrado.

De olhos fechados, Philippe Coutinho toca de cabeça para fazer o segundo gol dele no Morumbi — Foto: Ueslei Marcelino/ReutersDe olhos fechados, Philippe Coutinho toca de cabeça para fazer o segundo gol dele no Morumbi — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

De olhos fechados, Philippe Coutinho toca de cabeça para fazer o segundo gol dele no Morumbi — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters