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Gustavo Montezano no BNDES é para abrir “caixa-preta”, informa Rêgo Barros

Gustavo Montezano, de 38 anos, foi escolhido para ser o novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ele substituirá Joaquim Levy, que pediu demissão do cargo no último domingo (16).

Mestre em Economia pela Faculdade de Economia e Finanças do Ibmec-RJ e graduado em Engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME-RJ), Montezano atuava como secretário especial adjunto de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia.

Segundo o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, dentre as medidas que o presidente da República, Jair Bolsonaro, deseja para o BNDES está a devolução de recursos para o Tesouro Nacional e principalmente: a abertura da “caixa-preta” do BNDES.

Com a abertura da “caixa-preta”, espera-se que seja apontado aonde foram investidos os recursos do Brasil durante os mandatos de Lula e Dilma (2003-2016).

Vale ressaltar que a dívida da Venezuela, Cuba e Moçambique com o BNDES pode chegar a mais de R$ 2 bilhões. A tarefa de Montezano deve ser espinhosa, já que ainda não foram comprovadas irregularidades envolvendo funcionários do banco.

Segundo Infomoney, a divulgação de informações públicas sobre as operações do BNDES foi crescendo e o processo foi acelerado a partir de 2015.

Houve ampliação das informações já disponíveis, mas grande parte dos avanços aconteceu na apresentação dos dados no site do banco. A primeira tentativa de Levy de abrir a “caixa-preta”, logo após a posse em janeiro, foi colocar na página do BNDES uma lista com os 50 maiores clientes.