/Erros em todos os jogos: uma quarta-feira abaixo da média da arbitragem brasileira

Erros em todos os jogos: uma quarta-feira abaixo da média da arbitragem brasileira

Depois de avaliar o VAR, chegou a hora de falar dos árbitros de campo. A rodada de quarta-feira da Copa do Brasil teve quatro jogos difíceis, com atuações abaixo da média.

Todos os árbitros escalados são conceituados, sendo dois deles da Fifa: Wilton Sampaio (GO), em Flamengo x Athletico-PR; e Braulio Machado (SC) no Bahia x Grêmio. E os outros dois têm experiência e capacidade de atuar em grandes jogos: Flavio de Souza (SP) no Atlético MG x Cruzeiro; e Rafael Traci no Internacional x Palmeiras.

Foram quatro erros claros em quatro jogos, sem contar os erros em que o VAR se omitiu e outros em que o VAR não pôde chamar o árbitro porque não estão previstos no protocolo.







Após consulta ao VAR, juiz anula gol do Cruzeiro por falta no campo de ataque do Galo

Após consulta ao VAR, juiz anula gol do Cruzeiro por falta no campo de ataque do Galo

No clássico mineiro, uma falta clara de Marquinhos Gabriel em Fábio Santos acabou originando o gol do Cruzeiro, além de dois cartões amarelos e dois cartões vermelhos! Tudo porque o árbitro não apitou uma falta na sua frente, deixou o jogo seguir e depois teve de anular o gol com a ajuda do VAR. O mais grave é que os cartões foram todos por questões disciplinares e devem ser mantidos mesmo com a anulação do gol. Prejuízo claro para o jogo com contribuição direta da arbitragem.







Juiz não marca pênalti de Juninho em Jean Pyerre

Juiz não marca pênalti de Juninho em Jean Pyerre

No jogo da Fonte Nova, tivemos um pênalti claro para o Grêmio no primeiro tempo que não foi marcado. Juninho, do Bahia, chegou atrasado e pisou no pé do Jean Pyerre. Lance na cara do árbitro, que, em vez de olhar a disputa, ficou olhando a viagem da bola. Pênalti claro não marcado pelo árbitro de campo nem de vídeo.







Após marcar pênalti, juiz dá falta para o Grêmio e expulsa Moisés

Após marcar pênalti, juiz dá falta para o Grêmio e expulsa Moisés

No mesmo jogo, talvez o único lance de arbitragem realmente difícil da rodada: numa situação de contra-ataque, o árbitro marcou pênalti por uma falta de Moisés em Alisson. O bandeira que corria perto da jogada chegou a entrar em campo para enxergar melhor a falta, mas não resolveu. Acabou sobrando para o VAR, que dessa vez chamou o árbitro para corrigir seu erro. Pênalti cancelado, falta fora da área e cartão vermelho correto para Moisés. Aliás, o cartão vermelho já deveria ter sido dado na hora do pênalti, porque a falta foi fora da disputa da bola. Mas os árbitros estão tão inseguros que preferem aguardar o bendito VAR para tomar uma decisão.







Com diferença de três minutos, Diego acerta o rosto de Bruno Guimarães e Wellington

Com diferença de três minutos, Diego acerta o rosto de Bruno Guimarães e Wellington

No jogo entre Flamengo e Athletico-PR, não teve VAR, apesar de alguns erros claros. Diego usou o braço contra o rosto do seu adversário duas vezes no primeiro tempo, uma em seguida da outra, e em nenhuma delas levou o merecido cartão amarelo. Por outro lado, Léo Pereira, do Athletico-PR, que já tinha levado amarelo no primeiro tempo, acertou com o cotovelo a cabeça de Berrío e merecia o segundo amarelo. Por serem lances de cartão amarelo, o VAR não pôde ajudar em nenhum deles, embora o árbitro tivesse a visão perfeita de todas essas situações.







Léo Pereira acerta o rosto de Berrío

Léo Pereira acerta o rosto de Berrío

Por fim, no Beira-Rio, um pênalti mal marcado para o Palmeiras, por simulação clara de Felipe Melo, teve de ser anulado pelo VAR. O árbitro ainda preferiu não dar cartão amarelo ao palmeirense pela simulação. Depois tivemos a anulação do gol do Internacional, que só não foi mais polêmica porque o time gaúcho venceu nos pênaltis. De novo, o árbitro estava olhando a viagem da bola em vez de olhar os jogadores que se empurravam. Um desses empurrõezinhos foi visto pelo VAR, o de Moledo sobre Felipe Melo, que chamou o árbitro para anular o gol do Internacional. Uma certeza: sem VAR e sem a reclamação exagerada do volante palmeirense, esse gol jamais seria anulado. Faltou árbitro no lance e sobrou malícia ao Felipe Melo.







Árbitro anula pênalti marcado sobre Felipe Melo

Árbitro anula pênalti marcado sobre Felipe Melo







Árbitro consulta o VAR e anula gol de Cuesta

Árbitro consulta o VAR e anula gol de Cuesta

Durante a Copa América, a CBF aproveitou a parada dos campeonatos para habilitar mais árbitros de vídeo, preparando-se para os erros que ainda estão por vir, já que não existe treinamento continuado para os árbitros de campo. O foco do treinamento precisa voltar a ser o árbitro de campo! Ele precisa urgentemente voltar a apitar o jogo com naturalidade, autoridade, personalidade e comando, inclusive da cabine do VAR.